Por que estudar ritmos árabes?

Quem aqui não já passou pela experiência de dançar fora do ritmo? Se você é uma pessoa tímida, certamente deve ter passado por algum receio na hora de dançar na balada com os amigos, numa festa do ambiente de trabalho, ou até mesmo na academia. Claro que a sensação não é nada agradável, mas não é o fim do mundo! Sim, antes de acertar todo mundo erra. Até mesmo as bailarinas mais famosas já dançaram foram do ritmo alguma vez na vida . E se tem uma coisa que eu aprendi com a dança é: mesmo que esteja errando o passo, siga em frente e continue tentando! Se possível, dê uma pausa, ouça a música e depois tente novamente.

Sim, ouvir a música. Esse é o primeiro passo para tudo! E você que é iniciante ou apenas tem curiosidade pode sim identificar um ritmo. Todos nós temos esta capacidade! A primeira coisa que eu diria é para tentar ouvir o som do derbak (este instrumento que está no vídeo abaixo e no lado esquerdo do vídeo acima). Ele possui duas notas importantes: o DUM e o Tak. A primeira é a nota mais grave, enquanto a segunda é a mais aguda. A combinação destas notas que se repete em um certo intervalo de tempo é o que consideramos- numa explicação a grosso modo- como sendo o ritmo. Observe a o vídeo:

Mas, por que raios saber o nome do ritmo que estou dançando? Se eu não souber o nome, mas conseguir dançar com algum passo qualquer de dança do ventre, o problema não está resolvido?

Ham…… não.

Isso mesmo. Sair encaixando passos aleatoriamente não é o adequado. Isso porque quando estudamos ritmos, na verdade estudamos a cultura de onde ele veio, em que situações é tocado, como é dançado, etc. Uma música árabe pode conter um soudi por exemplo, ritmo comum na dança Khaligee, do golfo pérsico que é bastante diferente das modalidades egípcias. Veja abaixo um vídeo deste estilo de dança:

Bem diferente do que você deve estar acostumada a ver, não é mesmo? Vale também ressaltar que o conhecimento sobre ritmos auxilia a bailarina no improviso durante determinadas modalidades como o solo de percussão e a rotina oriental. Ou seja, ao saber identificar um ritmo e dançá-lo adequadamente você se tornará ainda mais segura na hora de enveredar por outras modalidades, mesmo que inicialmente não tenha intenção de dançá-las.

Em resumo: Os ritmos são a nossa base. Eles dão vida à dança, guiam a melodia, nos situam no tempo e no espaço e é o que muitas vezes pode distinguir o grau de experiência ou conhecimento de uma bailarina!

Mas se você é iniciante ou básico não se desespere! Cada coisa no seu tempo, cada coisa no seu ritmo. Apenas comece a ouvir um pouco mais, distinguir as notas graves (Dums) das agudas (taks), sem a obrigação de saber o que está sendo tocado. E, se quiser saber mais tire dúvidas com alguma professora ou músico que entenda do assunto e sim já estará tendo um bom começo! =D

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